Porque “arregar” nem sempre é o que parece!

E aí, arregou?  


Acompanhando atletas em torneios e campeonatos, escuto muitas pessoas utilizando o termo “arregar” de maneira ofensiva ou discriminativa, intitulando quem passa por esse tipo de bloqueio como inferior aos outros.

É por isso que a maioria das pessoas que passam pela experiência de “arregar” ou desistir frente a um obstáculo ou desafio, costuma colocar a culpa em um fator externo como fuga, para não ser julgado como medroso, “cagão”, “amarelão”, “arregão” ou se sentir um fracassado. Mas existem algumas saídas para evoluir o condicionamento mental.


Devemos compreender que “arregar” é um ato completamente normal do ser humano e que isto não ocorre por falta de competência física ou preparo, e sim pela falta de inteligência emocional do mesmo.


“Arregar” não o torna menos homem e/ou menos mulher, só prova que você é um ser humano como todos os outros. Esse condicionamento mental pode ser trabalhado e condicionado como qualquer outro, principalmente dado que você não nasceu assim e não está fadado a manter este comportamento. Foram as suas experiências de vida ou traumas vivenciados que o levaram a “arregar” em determinadas situações.

Em muitos casos, vemos atletas passando mal, com sintomas gastrointestinais e até mesmo pálidos. Essas são reações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático, desregulado por não saber lidar com o banho de bioquímicas e neuro hormônios liberados em situações de desconforto.

As experiências de vida dessa pessoa não ensinaram ao cérebro como lidar com a situação em questão ou até mesmo gerou traumas graves, trazendo uma fuga física como sistema de segurança primitivo do cérebro, à fim de proteger de futuros traumas.


Tenho certeza de que em algum momento da sua vida você já “arregou”.

Um bom exemplo é quando uma pessoa está apaixonada por outra, mas não se prontifica a dizer o que está sentindo ou quando perde a oportunidade de expor sua opinião frente às outras pessoas.

Praticamente as mesmas bioquímicas liberadas pelo hipotálamo entram em ação nestes dois casos e, no momento em que um atleta “arrega”, as bioquímicas trazem reações físicas. Elas geram os sentimentos e sensações impedindo ou potencializando as ações que o indivíduo deve tomar.

O QUE FAZER PARA RESOLVER?


Não há uma receita para resolver de maneira universal, pois cada indivíduo possui fatores e gatilhos bem particulares, que devem ser reprogramados de maneiras distintas. Como o condicionamento físico, o condicionamento mental requer um processo consistente, mas existem maneiras de você compreender e passar a agir sentido à evolução.


O primeiro passo será doloroso, mas você deve aceitar e assumir: “arreguei”! Seja autorresponsável e saiba que você é o único que pode mudar os resultados que tem obtido, que para uma mente campeã nenhum fator externo é desculpa por não conseguir melhores resultados.

Quem realmente tem uma mente blindada improvisa, adapta-se e supera. Não reclama da falta de recursos, de equipamentos de má qualidade ou de qualquer outro obstáculo.


Segundo passo: você deve se questionar internamente para buscar saber o que te bloqueia: quais medos, anseios, temores e certezas vêm te prejudicando com mais frequência.

O terceiro passo é decidir mudar e buscar a máxima performance, e para isso temos algumas saídas.

As principais são: busque conhecimento. Há diversos autores e livros que destrincham os fatores que acarretam este tipo de bloqueio.

A outra é buscar um profissional das ciências psicológicas no qual você confie e se identifique.

E aí, conseguimos te ajudar? Compartilhe conosco aqui nos comentários!

Texto dos nossos parceiros do Hyper Focus.