“Os próximos 50 metros”: a motivação que você precisa!

Imagine que o próximo feriado nacional é um daqueles que começa na quinta e termina na terça, você então decide ir viajar com a sua família para conhecer uma praia nova do litoral, mas sabe que 95% da população da sua cidade tem a mesma ideia e provavelmente você enfrentará horas de trânsito.

Dessa forma, de acordo com suas experiências anteriores, decide que sair antes do sol nascer é a melhor opção para fugir do excesso de carros.

Assim como o planejado, você e sua família pegam estrada de madrugada em direção à praia, chegando no caminho uma surpresa: 10 km da estrada não possui iluminação alguma e você precisa ligar o farol bem alto, a fim de enxergar por onde está ‘pisando’.

Você se sente inseguro por estar em uma estrada escura e desconhecida, sua vontade era que o farol iluminasse e mostrasse a estrada toda, mas não tem jeito, ele só ilumina 50 metros de cada vez.

Entrar em uma estrada completamente desconhecida, só com a luz dos seus faróis para iluminar e com a sua família toda dentro do carro, te deixa muito inseguro, afinal você não sabe o que encontrar pela frente e logo se lembra das estatísticas que apontam que o número de acidentes com automóveis cresce muito em feriados.

Logo você se vê diante de duas opções: continuar na estrada escura ou voltar para casa.

Se continuar irá encontrar uma praia pouco povoada, com uma vista paradisíaca e curtir momentos incríveis como tomar sorvete, andar na beira da praia e fazer um luau ao cair da noite com as pessoas que você mais ama no mundo, além de acumular boas histórias para contar no futuro.

Se decidir voltar, por conta dos seus medos e possíveis riscos que a estrada tem a oferecer, você passará 6 dias comuns em casa, assistindo TV, indo ao shopping, saindo para jantar. O que não é de todo o mal, também tem o seu valor, mas é tudo o que você já conhece e está acostumado a fazer, é a sua zona de conforto.

Caso você não tenha percebido ainda, a estrada escura representa todo o caminho que distância você hoje de todas as coisas que deseja conquistar.

O caminho não é fácil, provoca medo, insegurança, desconforto e não permite que você saiba com exatidão o que irá encontrar até chegar no lugar paradisíaco que vai te render boas histórias para contar.

Quando você quer melhor seus exames, sentir menos cansaço no fim da tarde ou melhorar a sua aparência física, a prática de atividade física é indispensável mas é uma estrada um tanto escura de atravessar.

Existem muitos motivos para alguém desejar incluir o Muay thai, a Corrida, Musculação, Crossfit e muitas outras atividades na sua rotina, mas existe apenas 1 motivo em comum entre todos aqueles que procrastinam para começar: não dar o primeiro passo.

Parece um tanto óbvio dizer que quem não começa é porque não dá o primeiro passo, mas é necessário analisar o que está por trás das palavras.

Existem muitas análises, mas a principal é o medo de se frustrar, sendo que muito da frustração está diretamente relacionada com o excesso de expectativa por resultados.

Ao meu ver, os resultados podem ou não aparecer a depender do seu grau de dedicação, mas independente deles, o que mais importa é que tipo de pessoa você vem se tornando ao longo do processo, quais as coisas novas, os aprendizados, as melhorias na performance e qualidade de vida que você conquista a cada 50 metros.

Supor um futuro trágico a fim de te manter na zona de conforto é um mecanismo muito eficaz usado pela parte mais primitiva da sua mente para te proteger, mas que não leva em consideração a realidade exatamente como ela é.

Por isso, se você é alguém que não pratica atividade física porque não consegue dar o primeiro passo e consequentemente tem medo de se frustrar, tenha em mente que você não precisa enxergar a estrada toda, não precisa se preparar para qualquer imprevisto que venha ocorrer antes de começar a andar por ela, você só precisa saber dos próximos 50 metros

Os seus próximos 50 metros agora é ligar os faróis e acelerar o carro, ou melhor, calçar os tênis e começar a mexer o seu corpo.

Texto por Marleide Almeida